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Brasil tem mais de 139 milhões de animais de estimação e a segunda maior população do mundo somente

País é também o segundo maior mercado pet, com cerca de 40 mil pet shops e faturamento de R$ 35 milhões ao ano


O Brasil é o país com a segunda maior população de cães e gatos do mundo (estimativa em torno de 78,1 milhões em 2018), totalizando mais de 139 milhões de animais de estimação e a quarta em população se forem consideradas outras espécies de pets, como peixes, aves, répteis e pequenos mamíferos.


Para cães e gatos, o Brasil fica atrás somente dos Estados Unidos, que domina o mercado de forma profissionalizada. Lá as lojas de pet shops são organizadas em grandes redes de negócio.


Segundo o Censo Pet do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), atualizados pela inteligência comercial do Instituto Pet Brasil, em 2018, há 139,3 milhões de animais de estimação no Brasil e cerca de 40 mil pet shops. É também o país que mais forma médicos veterinários no mundo.


Pelas estatísticas, somente em 2018 foram contabilizados 54,2 milhões de cães no Brasil; 23,9 milhões de gatos; 39,8 milhões de aves; 19,1 milhões de peixes e 2,3 milhões de pequenos mamíferos e répteis. A estimativa total chega a 139,3 milhões de animais de estimação no ano de 2018.


Em 2013, a população pet no Brasil era de cerca de 132,4 milhões de animais, de acordo com as mesmas fontes de pesquisas, um aumento estimado de 5,21%.


A escolha do gato como animal de estimação foi a que mais cresceu nas casas brasileiras, com alta de 8,1% se comparado com cinco anos anteriores (2013). Em seguida, os peixes com 6,1%, répteis e pequenos mamíferos um crescimento de 5,7%. Já as aves tiveram um aumento de 5% e os cães um crescimento menor, de 3,8% em sua população.


Com o maior número de pessoas morando sozinhas e em espaços menores, é natural o crescimento da escolha por animais cujo cuidado no dia a dia seja mais simples ou que pelo menos os que exigem espaços menores, como os felinos.


O comportamento das pessoas em seu modo de viver e trabalhar, como no homeoffice, refletem diretamente no que diz respeito à relação que elas têm com os animais e hábitos de consumos ligados a eles e ao consumo.


Com tantas mudanças, especialmente decorrentes da transformação digital e comércio eletrônico, a tendência é que este número cresça ainda mais, nas diversas classes sociais, especialmente o público A/B, que investe em produtos e serviços de beleza, higiene, acessórios e entretenimento relacionados a estes animais.


A linha de produtos Pet Choice, que é a marca própria da Brasil Pet, oferece benefícios de exclusividade, qualidade a preços acessíveis, além de melhores margens de lucro aos franqueados e afiliados da rede. Entre os produtos Pet Choice, distribuídos pela Logland, estão coleiras, areias, linha soft care baby e linha pet spa.

Com uma preocupação social, o grupo reverte parte da venda de todos os produtos da Pet Choice à ONG de animais AILA (Aliança Internacional do Animal). Além disso, 40 ongs são cadastradas e participam de eventos em conjunto com a Petland.



Mais de R$ 35 bilhões em faturamento do segmento pet


A realidade é que estamos mesmo entre os dois principais mercados pet do mundo, movimentando mais de R$ 35 bilhões no ano em faturamento total do segmento pet, incluindo indústria e varejo, segundo dados do Instituto Pet Brasil até o terceiro trimestre de 2019, com crescimento de 3% em relação ao ano anterior inteiro.


Para o mercado em 2020, a expectativa de crescimento do setor é de 6% no faturamento, segundo o Instituto Pet Brasil. A projeção dá destaque para o e-commerce.


A análise é feita com base na movimentação do mercado pet ainda no primeiro trimestre de 2020, quando o principal crescimento ocorreu no comércio virtual, com alta de 65% em relação ao mesmo período de 2019. Após a pandemia e distanciamento social, com os pets ainda mais inseridos nos lares, sendo priorizados na convivência mais intensa e diária nas famílias, a tendência é que este número supere as projeções.


O setor pet cresceu já de forma abrupta na última década. Considerando o PIB (Produto Interno Bruto) do país, o faturamento do segmento corresponde a uma fatia de mercado de 0,36%, sendo superior a outros segmentos importantes, como de utilidades domésticas e automação industrial, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet).


Conforme levantamento da Euromonitor International, o Brasil se tornou o segundo maior mercado de produtos pet, com 6,4% de participação global, perdendo apenas para os Estados Unidos, que absorvem 50% do mercado.



40 mil pets shops independentes no Brasil


Apesar desta paixão por animais, que movimenta bilhões anualmente, hoje há cerca de 40 mil pet shops no Brasil, espalhados das pequenas cidades às maiores capitais, em todos os estados.


Um diagnóstico do Grupo Brasil Pet, realizado após pesquisa de campo pelo Brasil, identificou que este negócio bilionário, ao contrário dos Estados Unidos, está pulverizado em pequenos e médios comércios locais independentes, sem haver qualquer concentração, profissionalização ou organização em redes de negócios.


O Grupo Brasil Pet nasceu exatamente com a missão de organizar, profissionalizar e transformar o segmento pet brasileiro, oferecendo um novo modelo de negócio para o pequeno e médio empreendedor. Passando a fazer parte de uma grande rede, como franqueado, ele passa a ter uma marca poderosa de produtos e serviços por trás, com grandes benefícios e status de grande.



Perfil dos gestores no mercado pet


Rodrigo Albuquerque, CEO do Grupo Brasil Pet, constatou, em sua análise deste mercado, com amostragem em torno de 5%, que há os empresários apaixonados pelo segmento, aqueles que amam bicho e querem transformar seu amor em uma profissão.


Depois, o empreendedor ou investidor, ambos que enxergam potencial neste tipo de negócio. “Mas, 40% deste mercado pet Brasileiro é dominado por veterinários que possuem paixão, técnica, mas pouco conhecimento de gestão e é isto que oferecemos para este profissional que virou empresário”, explica, citando a criação da Universidade Brasil Pet Digital dentro do grupo para fornecer este tipo de treinamento.


Segundo o especialista, no mercado pet brasileiro, cerca de 40% dos gestores são veterinários e não entendem do negócio, mas têm que ser empresários; outros 40% são formados por pessoas apaixonadas pelo negócio e apenas 20% são só comerciantes. “Somos agentes de consolidação do segmento pet para atender esta necessidade”, complementa.


Para Rodrigo Albuquerque, dos 40 mil pet shops no Brasil, cerca de 85% destes lojistas têm apenas uma ou duas lojas, o restante é formado por lojas independentes e pequenas, localizadas nos bairros, em média com de 80 metros quadrados. “Isto comprova que o mercado é fragmentado e totalmente pulverizado no Brasil. A ideia da rede é organizar isso e oferecer melhores negócios aos empresários e um melhor custo-benefício aos clientes”.



Mercado é movimentado pela humanização dos pets


O mercado de pet cresce de 5 a 7% ao ano, se considerarmos os últimos 10 anos. Estes números só confirmam a tendência identificada pelo Instituto Pet Brasil em sua pesquisa: de que cada vez mais pessoas e famílias buscam um animal de estimação para ser uma companhia. Ou seja, para dar e receber afeto, atenção.


Especialistas chamam de “humanização dos pets”, fator que resulta numa alta demanda por produtos e serviços criados para atender às necessidades dos tutores dos animais. Eles, por sua vez, cada vez mais fazem parte da família, ocupando espaços como um dos seus membros.


“Tudo isto é motivado pela humanização dos pets. Se há algumas décadas eles dormiam fora da casa, agora eles estão nas camas dos brasileiros. A comprovação disso é que, segundo pesquisas, mais de 60% tratam e se referem aos cães e gatos como filhos, gerando grande demanda por produtos e serviços diversos, para agradá-los”, diz o CEO.



Localização geográfica dos pets no Brasil


A densidade populacional influencia na população pet. Mais de um quarto dos animais de estimação brasileiros estão no Estado de São Paulo, segundo pesquisa do Instituto Pet Brasil. Os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro aparecem na sequência, com a maior concentração dos pets, com 10,1% e 8,8%, respectivamente.


Por categoria, a maior concentração de gatos no país está nos estados de São Paulo (21,6%), Rio de Janeiro (9,1%), Minas Gerais (7,2%) e Rio Grande do Sul (7,2%). Em relação aos cães, São Paulo (24,5%) e Minas Gerais (10,0%). O mesmo ocorre na concentração de aves, também é maior nesses estados. A maior concentração de peixes ocorre em São Paulo (47,1%), Santa Catarina (9,8%) e Minas Gerais (9%).


Estes dados, que oferecem uma inteligência de mercado, ajuda o setor a mapear e suprir da melhor forma os pet shops, supermercados e clínicas veterinárias. Esse perfil também permite que os empreendedores tenham bons insights sobre onde é possível achar demandas para novos mercados, seja de produtos ou serviços.