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Vendas nas franquias de pet shop aumentam após pandemia

Investimento no setor é promissor em 2020

Os serviços de qualidade, vendas e-commerce e entrega delivery de alimentos e acessórios para cães e gatos estão entre os negócios promissores do momento no Brasil e em outros países em que há grande concentração de pets. Segundo pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 62% das casas brasileiras têm pelo menos um cachorro ou gato como morador. Isto corresponde a 40,4 milhões de residências espalhadas pelo país, o que nos torna o segundo principal mercado pet do planeta, após os Estados Unidos.

No ano de 2018, o varejo pet nacional movimentou R$ 34,4 bilhões, uma alta de 4,6% em relação ao ano anterior. Em 2019 os números foram crescentes e as estimativas são de crescimento ainda maior para 2020.

Com o grande aumento do faturamento das compras pela internet, devido ao isolamento social causado pela Covid-19, a expectativa é de movimentar ainda mais um mercado em franca expansão na internet em 2020, 2021 e anos subsequentes.

Dados do Instituto Pet Brasil mostram que o e-commerce de produtos para pets já movimenta mais de R$ 2 bilhões por ano. O setor é o 11º em tíquete médio de vendas pela internet no Brasil, de acordo com o ranking entre os segmentos, feito pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm).

Prova disto é que o faturamento da Petland Brasil, uma das maiores redes de franquias pet do país, presente em 17 estados brasileiros, cresceu, em média 30%, na segunda quinzena de março de 2020, em pleno início da pandemia, segundo o site Sua Franquia.

Apesar da enorme turbulência e incertezas na maioria dos setores da economia, em decorrência da pandemia da Covid-19, o faturamento da Petland Brasil, rede de franquia para pet shop, cresceu em média 30% em março, início da pandemia, segundo o CEO da franquia, Rodrigo Albuquerque.

“No Nordeste do país, mais de uma loja da rede bateu recorde de vendas em um único dia e algumas lojas da rede dobraram as vendas”, relatou ele, se referindo ao dia 21 de março, quando iniciou-se o isolamento social no país.

Na avaliação do empresário experiente no setor, o movimento de março poderia ser uma antecipação de compras, mas demonstrou que a relação entre tutores e seus animais está mais estreita, em virtude de toda a situação. A análise se confirmou, meses depois, com continuidade do aumento nas vendas em diversas lojas da franquia.

Os itens ainda mais procurados pelos clientes são: rações, petiscos, brinquedos e produtos de higiene. Trata-se de artigos comuns e que são adquiridos naturalmente, porque a vida não para e o consumo de itens de alimentação e higiene são fundamentais para as pessoas e para os pets.

E-commerce está no centro das oportunidades também no mundo pet

Outro bom termômetro para medir os resultados das vendas de uma franquia de pet shop é o e-commerce, processo que está sendo acelerado para ligar as lojas físicas à plataforma online, atualmente com 40% das lojas “plugadas”, ainda de acordo com o CEO Rodrigo Albuquerque. “Em apenas uma semana, segundo sua avaliação, as vendas online aumentaram mais de quatro vezes no início da pandemia e os resultados seguem bastante positivos”.

Assim como em outros setores, investir em e-commerce tem sido uma das recomendações por parte dos especialistas, especialmente nas áreas alimentícias e setores de higiene, casa, animais de estimação, vestuário, entre outros relacionados com a rotina diária.

O mercado online para pet shop está tão em alta que, segundo o site E-Commerce Brasil, diversas marcas se reuniram para realizar a 1ª Semana Pet, num site focado no universo pet e um propósito social. Com promoções e descontos nas marcas e lojas online do segmento, para os setores de alimentação, farmácia, higiene e acessórios. Parte das vendas se destina a uma ONG que atua no resgate de animais feridos ou em situação de risco, recuperação e adoção, outra tendência do setor.


Bichinhos fazem parte da família e investimentos crescem

Afinal, investir em um animal de estimação é algo que requer planejamento. Segundo pesquisas do mercado, um pet custa, em torno de R$ 350 ao mês, sendo que este valor pode ultrapassar R$ 1.000 nas classes A e B, quando investe-se em acessórios, mais banhos e outros apetrechos, além de comidas especiais. As opções de produtos são muitas e um bom pai e mãe quer tudo do melhor para o seu filho, não é mesmo?

Brincadeiras à parte, a verdade é que sendo eles comprados ou adotados - segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), há mais de 30 milhões de bichos sem dono no Brasil - eles precisam de alimentos, cuidados, atenção e sabemos que custa, precisando haver um planejamento financeiro para a prática da posse responsável.

Devido a esta falta é consciência, ONG´s especializadas em adoção de animais estimam que mais de um terço dos animais adotados sejam rejeitados depois, por arrependimento. Muitas vezes, eles são mesmo devolvidos às ruas, devido a adoção por impulso, algo que acontece menos quando o animal é comprado.

Diante deste contexto, a realidade é que o Brasil tem o segundo principal mercado pet do planeta, 54,2 milhões de cães e 23,9 milhões de gatos, segundo o Instituto Pet Brasil (IPB), que reúne empresas de produtos e serviços, mesmo dado compartilhado pela Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet).

Investimento com pet varia entre R$ 200 a R$ 1000 por mês

O gasto médio com cães no Brasil é de R$ 338,76, ainda segundo o IPB. Investir em franquias desta natureza, portanto, está entre as boas oportunidades para o ano de 2020 e 2021.

O custo costuma variar conforme o tamanho do animal. Cães com até 10 kg custam, em média, R$ 266,18 ao mês; os com porte considerados médios (de 11 kg a 25 kg) consomem R$ 327,51, enquanto os grandes (com mais de 26 kg) geram um gasto mensal médio de R$ 422,59, podendo ser muito mais, dependendo da logística do lugar onde vivem, mimos e saúde do animal.

Já o custo mensal médio com os gatos é de R$ 196,56, segundo estimativa do IPB, demandando menor atenção, até por ser mais independente e não necessitar de hotel para o caso de viagem do seu tutor, entre outras situações.

A média de gastos varia conforme a região do país, sendo influenciada pelos custos de mão de obra e frete de produtos, além da classe social. Segundo o CEO da Petland, nas classes A e B, o gasto mensal fica entre R$ 600 e R$ 1.000 por mês.

Bichinhos se tornam filhos e isolamento reforça vínculos

Neste momento complicado e de isolamento social, com a maioria das pessoas mais em casa, a dedicação diária com os pets continua se intensifica, aumentando o vínculo.

Segundo o empresário Rodrigo Albuquerque, o gasto vem subindo em todas as faixas sociais, ao encontro de uma crescente afeição pelos pets, agregando novos serviços, como creches, hotéis e passeadores. “Mais de 60% dos nossos clientes se referem aos seus bichinhos como filhos. Este entendimento dos animais como membros da família aumenta os cuidados, preocupação e, consequentemente, o ticket médio”, explicou.

Nas últimas décadas, o animal foi retirado do quintal da casa e trazido para dentro de casa, para a cama e o sofá, considerados lugares nobres numa família. Esta mudança de comportamento tem implicações diretas na higiene, saúde, alimentação e entretenimento e todos os custos relacionados a estas áreas.

Isto é bom para o mercado, que busca investir cada vez mais em novos produtos.

Entenda quais os 11 principais produtos comprados pelos brasileiros e que podem ser comercializados em um pet shop ou clínica veterinária, caso queira vá investir em uma franquia deste tipo. Entenda também quanto custa isto para um tutor de animal mensalmente:

  • Coleiras, guias e focinheira

Estes são os equipamentos básicos usados para a segurança dos animais, especialmente os cães. Pode variar de preço conforme a marca e tipo, mas custa entre R$ 30 e R$ 400 reais, em média.

  • Alimentação

Boas rações, com os nutrientes que os animais necessitam para serem saudáveis, custam de R$ 100 a R$ 300 reais o quilo, sem contar os biscoitos, pastas e outros petiscos, secos e úmidos. Tudo é calculado conforme o peso do animal. Se o animal for alimentado com rações orgânicas, com uso de menos conservantes; nesses casos, o custo pode dobrar.

  • Antipulgas e vermífugos

Fundamentais para evitar pulgas e carrapatos, que podem matar, as medicações anti pulgas podem custar entre R$ 50 a R$ 150 reais e devem ser aplicados uma vez ao mês ou por trimestre, dependendo da marca do produto. Já os vermífugos devem ser ministrados a cada três ou seis meses e custam entre R$ 5 a R$ 50 reais.

  • Banho e tosa

Cada vez mais os cães e gatos, especialmente os cães, vão para o banho, já que ocupam as camas dos seus tutores e precisam estar mais higienizados e com pelos cuidados. A frequência costuma variar entre uma semana, quinzena, mês ou até bimestre, e o valor costuma ser entre R$ 30 e R$ 100 reais por banho e tosa, podendo variar conforme os pacotes. Somente banho pode custar entre R$ 15 e R$ 60 reais, dependendo da cidade e região.

  • Vacinas para filhotes e anuais

Os animais de estimação - especificamente cães e gatos - devem ser vacinados contra doenças desde o início de suas vidas e anualmente. As principais delas são: raiva, giardíase, gripe, cinomose e leptospirose. Os valores anuais giram em torno de R$ 150 a 350 reais, fora as campanhas realizadas pelas prefeituras, que não incluem a maioria nem qualquer período.

  • Castração de filhotes

A castração de filhotes de cães e gatos é uma medida amplamente defendida pelos especialistas que querem o bem dos animais. Os procedimentos são cada vez mais seguros, mas não custam menos de R$ 150 reais, aumentando de acordo com o porte do animal, tipo e necessidade da sedação, podendo chegar a R$ 700 reais ou até R$ 1.500 reais, dependendo da clínica.

  • Antipulgas e vermífugos

Fundamentais para evitar pulgas e carrapatos, que podem matar, as medicações anti pulgas podem custar entre R$ 50 a R$ 150 reais e devem ser aplicados uma vez ao mês ou por trimestre, dependendo da marca do produto. Já os vermífugos devem ser ministrados a cada três ou seis meses e custam entre R$ 5 a R$ 50 reais.

  • Remédios, cirurgias, exames

Remédios, consultas e cirurgias têm diferentes custos e muitos medicamentos podem ser adquiridos nos pet shops. Já as cirurgias e exames dependem das clínicas veterinárias e análise dos profissionais, além da condição e porte de cada animal. Por isso, cada vez mais se tornam populares os planos de saúde para pets, a custos entre R$ 30 e R$ 350 reais ao mês.

  • Banheiros para pets e areias para gatos

São muitos os tipos e materiais. Para os gatos, vai depender de como ele se acostuma. Há o absorvente, como a sílica; o aglomerante, como a bentonita ou a areia comum para gatos e os biodegradáveis, de origem vegetal, como serragem, papel ou palha. Nas boas lojas é possível encontrar todos os tipos, custando em torno de R$ 2,50 reais por quilo. Para os cães também, com grades plásticas, fraldas descartáveis e outras combinações. Os valores são a partir de R$ 150 e cerca de R$ 30 reais pacotes com 12 fraldas. Os tapetes higiênicos devem ser substituídos diariamente e normalmente fica a partir de R$ 50 reais por mês.

  • Brinquedos, camas, acessórios e roupas

O brinquedo é tão necessário do que um lugar quentinho: as camas. Acessórios e roupas, pensando no frio e no asfalto quente. Tudo tem um propósito e vai respeitar o tipo de pet, mas, improvisando ou não, praticamente todo tutor adquire acessórios nos pet shops para os seus animais, nem que seja inicialmente e depois esporadicamente.

  • Passeadores, adestradores e creches

Ao mesmo tempo em que há mais adoção e compra de animais de estimação como companhia em momentos de solidão, a falta de tempo dos donos ou tutores, com jornadas excessivas de trabalho, acaba por terceirizar serviços como passeio e adestramento. Para passeadores, os profissionais que buscam o animal, dão uma volta e o entregam de volta, o preço varia entre R$ 20 a R$ 100 reais, dependendo do tempo e da cidade. Também é comum que donos deixem seus cães durante parte dos dias em creches ou “day care”. O custo desses serviços varia, podendo custar R$ 400 a até R$ 1.500 reais por mês.

São muitas as opções para os donos ou tutores de pet e mais oportunidades ainda para quem tem uma loja de produtos pet ou clínica veterinária com loja conjunta. Vale explorar, conforme o público de cada região.